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domingo, 26 de agosto de 2018

O Hábito da Implicância



Implicância. Essa sensação “chata” de superioridade, que só serve para antipatizar e atropelar a comunicação amistosa e de achar que tudo está  errado.
O hábito de implicar, está entre os defeitos comportamentais que mais tornam a convivência de baixa qualidade. Quando alguém viciado em criticar atinge um estágio mais avançado, ele passa a acreditar que este hábito lhe confere status. Quando a implicância é devida e, principalmente, vinda de quem domina o assunto, é muito útil. O pior é quem implica por vício, mesmo sem conhecimento daquilo que fala.   
Geralmente essas pessoas só enxergam o problema no outro, nunca em si. São ausentes de autocrítica, o que as impedem de perceber como este é um hábito desagradável. Algumas, ficam tão alheias à realidade, que acreditam prestar um favor com seu julgamento   
Embora quem implique carregue consigo um certo ar de superioridade, a coisa não é bem assim. Para ser um crítico não precisa ser inteligente, basta uma dose de mau humor, negativismo, amargura, ressentimento, insatisfação e pronto, está formado um exímio crítico.  
Um ambiente muito propício para encontrar um crítico “reclamão” é no trabalho. Reclama da atividade que exerce, dos clientes, da cadeira, do ar condicionado, acha defeito em tudo. Nos raros momentos em que tece um elogio, seus colegas ficam até desconfiados.   
Quando alguém habituado em criticar atinge um estágio mais avançado, ele passa a acreditar que este hábito lhe confere status. Sente-se mais respeitado por isso e demonstra orgulho em ser “do contra”. A mímica corporal coaduna com a zanga. Lançam olhares de censura, bufam o ar dos pulmões e meneiam a cabeça em sinal de reprovação.   
Mas o que geralmente causa maior dano emocional, são pais críticos. A crítica vinda dos genitores torna-se mais cruel uma vez que ela vem travestida de amor: “eu só estou falando isso para o seu bem, porque eu te amo e te apoio”. Às vezes são tão incisivos em suas críticas que deixam a impressão de que torcem contra só para terem razão e repetir a clássica frase: “eu te avisei”. Conviver com alguém assim, é “brabo” O pior é que dificilmente essas pessoas caem em si e melhoram – o que geralmente acontece é o contrário, pioram com o tempo. O crítico se coloca acima de todos, como se ele fosse o Dr. Sabe tudo, tudo sabe, tudo pode, tudo vê. É como se ele declarasse: “todos são incompetentes, menos eu”.

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