NO "VAIVÉM" DE UM HÁBITO
Havia em uma cidadezinha do interior, um excelente carpinteiro, chamado Zuza. Sua oficina era um brinco, sempre muito limpa e organizada, tudo nos seus devidos lugares.
Mas a mania do mestre Zuza era batizar cada ferramenta com um nome apropriado. Por exemplo, o martelo chamava-se toc-toc, o formão rompe madeira, o serrote vaivém.
Quando alguém do lugar precisava de uma ferramenta de carpinteiro, corria logo a oficina do velho Zuza a pedir-lhe emprestado algumas de suas ferramentas caprichadas.
Mas tantas lhe fizeram, demorando a lhe devolver ou ficando com as mesmas, de uma vez por todas, que o mestre Zuza resolveu parar com os empréstimos.
Certo dia, um menino foi à oficina, a mando de seu pai, e disse ao velho:
— Papai manda-lhe muitas lembranças e pede emprestado o vaivém.
Mestre Zuza botou as cangalhas no nariz e troteou dizendo: menino, volta e diz a teu pai que se vaivém fosse e viesse, vaivém ia; mas como vaivém vai e não vem; vaivém não vai.
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